Para 
auxiliar no socorro às vítimas do terremoto que devastou a região central do Chile na madrugada de sábado (27), o governo brasileiro irá enviar um hospital de campanha da Marinha ao centro da tragédia. A operação será deflagrada em data a ser definida pelo governo chileno.
Além do hospital, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou que serão enviadas equipes de busca e salvamento em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Essas equipes serão mobilizadas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
A estratégia de auxílio ao Chile foi divulgada pelo GSI quase três dias após o terremoto de 8,8 graus de magnitude ter causado destruição no país e provocado pelo menos 700 mortes.
A reunião desta segunda-feira 01/03/2010 foi articulada pelo Gabinete de Crise do Governo Federal, criado para atuar em catástrofes como a que devastou o Haiti no começo de janeiro.
Participaram da reunião, o embaixador do Chile, Álvaro Diaz, o ministro-chefe do GSI, General Jorge Felix, e representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, Defesa, Integração Nacional, e dos Comandos da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.
Lista de pedidos inclui ponte móvel
O embaixador chileno também entregou ao governo brasileiro uma lista de equipamentos de infraestrutura que poderão ajudar o país nesse momento de catástrofe. Segundo o G1 apurou com o porta-voz do GSI, a lista tem pontes móveis, telefones via satélite, geradores de energia, sistema de avaliação de danos, centros de diálise, sistemas de potabilização de águas salinas, cozinhas e albergues de campanha.
Todos os componentes da lista estão disponíveis no Brasil. O GSI diz que já trabalha para providenciar os equipamentos.
Auxílio a brasileiros
Até a noite deste domingo (28), a diplomacia brasileira cadastrou e prestou auxílio a mais de 600 brasileiros isolados no Chile pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude que devastou o país na madrugada de sábado (27). O G1 conversou, por telefone, com o Consulado-Geral do Brasil que fica em Santiago, capital do Chile. Um diplomata do órgão deu detalhes do trabalho desempenhado pelo órgão desde a ocorrência do tremor.
“Estamos cadastrando os brasileiros e aguardamos informações de Brasília para ver se vai ter voo da FAB (Força Aérea Brasileira) para buscar o pessoal. Há muitos brasileiros com pouco recurso financeiro. Estamos suprindo dificuldades de alimentação, negociando estadias de brasileiros em hotéis e conseguindo até medicamentos”, relatou o diplomata.
Embaixador não descarta vítimas
Embaixador do Brasil em Santiago, capital do Chile, Mário Vilalva conversou na manhã deste domingo (28), por telefone, com o G1 e disse trabalhar com a possibilidade de existência de brasileiros entre as vítimas do terremoto de 8,8 graus de magnitude, que atingiu a região central do país na madrugada deste sábado (27).
“Os números estão subindo. É possível ter brasileiros entre as vítimas. Não descartamos essa hipótese. Mas, felizmente, até o momento não registramos nada”, afirmou Vilalva.
“Os números estão subindo. É possível ter brasileiros entre as vítimas. Não descartamos essa hipótese. Mas, felizmente, até o momento não registramos nada”
O embaixador classificou o tremor de sábado como “o maior terremoto da história”. “É uma situação delicada. Foi o maior terremoto da história, muito maior que o registrado em 1985″, avaliou.
O Itamaraty estima em 12 mil o número de brasileiros residentes ou em passagem pelo Chile. Questionado sobre a orientação do momento, Vilalva aconselhou brasileiros a não se deslocar pelo país e observar as orientações repassadas pelo governo chileno. “Sigam as orientações do governo. Não saiam de hotéis, casas e não tentem viajar”, disse.

Segundo o embaixador, “há muitos pontos de estrangulamento na infraestrutura do país” e a tentativa de alguns brasileiros em tentar viajar por território chileno pode ser perigosa.